Cala a boca, Bárbara!!!


GUERRINHA IDEOLÓGICA NAS REDES SOCIAIS II – O pseudo intelectual

Continuando o assunto da guerrinha de opiniões entre os usuários do Face...Já falei em post anterior que eu acho o compartilhar de opiniões diversas e respectivas críticas extremamente rico. Acho que esta é a essência da livre expressão. Falar, ser criticado, responder, ser criticado novamente etc. Também, por acreditar nisso, estou aqui escrevendo essas bobagens sem medo de ser feliz (uhúú!). E, como diria Raul Seixas, agora eu também vou reclamar.

Fiquei “de cara” quando vi em alguns artigos e comentário de usuários do Face a aplicação da expressão “pseudo intelectual”. Este cara é aquele que diz odiar Michel Teló, BBB e outros elementos pululantes na mídia brasileira atual, é aquele que compartilha músicas do Chico Buarque ou dos Beatles, é quem adora escrever frases da Clarisse Lispector ou do Vinícius de Moraes etc. Enfim, com tal explicação, deparei-me com nada além de “eu mesma”. Pronto, virei um clichê. Eu que sempre achei tão legal essas coisas, agora virei uma pseudo intelectual!!! My God!

Enfim, isso foi só um drama, por eu não estou nem aí pra isso (kkk). A verdade é que achei engraçado e resolvi tentar decifrar este fenômeno. Por que não virou clichê ficar discutindo BBB ou postando músicas do Michel Teló no Face se esses respectivos programa e cantor estão no topo da audiência/ paradas? Talvez porque as pessoas estão com vergonha de compartilhar seus Michel Teló, Gustavo Lima (e você!), pagodes & Cia, sob o risco de serem criticados pelos “pseudo intelectuais”? Ou será que criaram o termo porque dá a impressão ser mais inteligente gostar de Chico Buarque do que do Michel Teló? Será que é porque todo mundo sabe que o sucesso destas músicas de versos e contextos pobres são produtos da indústria cultural? Adorno e Horkheimer devem estar se remexendo no túmulo.

Eu, particularmente, não vejo mal nenhum em gostar de um produto da indústria cultural. Eles são feitos para nós. Goste do Michel Teló, do Gustavo Lima (e você!), do Exaltasamba. Eles são escolhidos a dedo para presenciar os programas dominicais e para tocar no seu radinho. Não tem problema nenhum. A riqueza da cultura está justamente na diversidade que ela abrange. O problema é ser um alienadinho que fica com raivinha ao ver seu gosto musical sendo criticado pelos outros porque lá no fundo sabe que o treco é podre.

Conheço muitas pessoas interessantes e inteligentes que têm apurado gosto musical e ainda assim encontram espaço para curtir os sucessos da atualidade, mesmo que pobres de conteúdo e passageiros. É o que sempre falo: eu gosto de Chico Buarque e abomino televisão, porém, nem por isso sou intelectual. Adoro sites que falam sobre futilidades femininas, gosto de fofocar e sou fã do Harry Potter (li todos, assisti a todos e repriso quando dá). Quer coisa mais inútil que isso?

Por isso, “não pseudo intelectuais”, não tenham vergonha de mostrar para o mundo o quanto você é fã...delícia, delícia!



Escrito por Bárbara às 20h44
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GUERRINHA IDEOLÓGICA NAS REDES SOCIAIS

A abertura de meios para a expressão na rede e o aumento do número de usuários, bem como a possibilidade de estar conectado cada vez por mais tempo, traz alguns fenômenos interessantes nas redes sociais. Um deles é a “guerrinha” ideológica que as pessoas travam nas redes sociais. É comum ver no Facebook algumas pessoas falando mal do Big Brother, por exemplo, e outras criticando quem fala mal do programa. Enquanto alguns compartilham informações “pop” (como as piadas sobre a Luiza), outros compartilham mensagens militantes dignas de deixar Che Guevara orgulhoso (vamos parar de falar da Luiza e falar da corrupção em nosso país!). Eu fico orgulhosa com todo este movimento. Por que, acredito, o negócio hoje é compartilhar. Somos livres para isso (pelo menos vamos aproveitar enquanto somos). Vamos compartilhar nossos feitos nos joguinhos do Facebook, piadinhas sobre a Luiza, informações inúteis, músicas de todo calão, críticas aos programas televisivos, argumentos altamente úteis sobre o suposto estupro no BBB, informações sobre impostos, corrupção e farras políticas...é isso aí , gente! Esse é o espírito da liberdade e diversidade.

Critique os compartilhamentos que não achar convenientes, porém sem a ilusão de que as piadas que VOCÊ compartilha são mais legais, ou que as informações que VOCÊ divulga não mais úteis do que a dos outros. Alguém em sua rede pode estar lendo e pensando: babaca! E não tenha raiva de quem está falando bobagem ou compartilhando merda sem parar. Para aquele meliante e para muitos da rede dele, as informações podem estar servindo para alguma coisa. E, lembre-se, que sempre há o santo recurso “cancelar assinatura” para ser usado quando necessário.

Seja corajoso! Compartilhe sua opinião sabendo que sempre alguém poderá criticar sua atitude.



Escrito por Bárbara às 20h44
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BATER PODE, DESDE QUE NÃO SEJA POR MOTIVO HOMOFÓBICO (?)

A agressão feita a um pai e um filho em São João da Boa Vista, SP, por um grupo de rapazes, reacendeu a discussão sobre medidas para combater a homofobia. Coberturas sobre o crime estão pululando na mídia sempre com o gancho voltado para a questão do preconceito contra gay.
 
No link abaixo, chega a ter uma matéria com o seguinte título: “homens confessam agressão, mas negam homofobia em ataque a pai e filho”. Como se sair agredindo alguém na rua fosse aceitável. Só não o seria se fosse por motivo de preconceito a homossexual.
 
A verdade é que esse papo de homofobia está virando mais uma celeuma politiqueira em nosso país e estamos nos esquecendo do principal quando falamos do caso da agressão em questão: pessoas foram agredidas na rua sem motivos justificáveis resultando na amputação da orelha de uma das vítimas. E o agressor não está preso. Isso não dá uma sensação de impunidade e desamparo? 
 
A justiça não tem que defender minorias apenas, mas sim defender a todos. De que adianta apertar o cerco contra os homofóbicos e continuarmos tendo agressores de crianças, mulheres, negros, deficientes, idosos, cidadãos de bem etc. soltos nas ruas?
 
 
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia/2011/07/20/homens-confessam-agressao-mas-negam-homofobia-em-ataque-a-pai-e-filho.jhtm



Escrito por Bárbara às 20h59
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...do outro a fome total...

Gente, que judiação! Sei que uma coisa não tem nada a ver com a outra mas pensar em todos os vegetais que apodrecerão na Europa por causa do medo da misteriosa bactéria e pensar no 1 bilhão de pessoas que passam fome no mundo não lhe causa algum desconforto?



Escrito por Bárbara às 22h48
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GENTINHA DIFERENCIADA...

Eu costumo falar: seria hilário não fosse trágico. Mas, desta vez, está mais hilário que trágico graças à criatividade e o bom humor do internauta em zoar os classes "mérdios" que se aborreceram  com o projeto de construção de uma linha de metro no bairro Higienópolis em SP e principalmente, a psicóloga (já sinto pena) que fez o seguinte comentário à Folha de SP: “Eu não uso metrô e não usaria. Isso vai acabar com a tradição do bairro. Você já viu o tipo de gente que fica ao redor das estações do metrô? Drogados, mendigos, uma gente diferenciada…” 

Parece piada? Mas, não é! O governo cancelou a construção. E estes preconceituosos de classe são os mesmos que reclamam da falta de infraestrutura no país quando fazem suas viagens internacionais...Como diria Dalai Lama...sei lá o que ele disse...mas, cada vez encontro mais contradições na raça humana...

Mas, o internauta não deixou por menos. Entrou nas super e mais democráticas que o voto "redes sociais" e marcou até evento: o "Churrascão da Gente Diferenciada". Só assim> rir pra não chorar!

Quem não viu, veja o comentário da psicóloga (o comentário preconceituoso mais famoso depois de Bolsonaro)

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/782354-moradores-de-higienopolis-em-sp-se-mobilizam-contra-estacao-de-metro.shtml



Escrito por Bárbara às 20h12
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Sim à pirataria!

Até quando vamos assistir a luta anêmica da indústria fonográfica contra a pirataria? Vira e mexe aparece algum estampido de conscientização contra a pirataria. Algum grito. Alguma tentativa que só faz encorpar a indústria pirata.
 
Antes que o leitor questione o título, que fique bem claro que não sou a favor de “roubar” obras de arte sem deixar nenhum bônus ao autor. É ruim pensar que, ao baixar uma música ilegal, estamos praticando um ato criminoso. É crime. Brando, mas, crime. E por que é brando? Por que todo mundo faz. É comum e cada vez mais, será.
 
O problema é que a sociedade se transformou. Hoje, chamamos “compartilhar” o que chamavam “piratear”. A postura contra o que chamam de “pirataria” é retrógrada. E as ações para acabar com as cópias ilegais, ínfimas. Por isso, volto a perguntar: até quando remarão contra a maré?
 
E o governo participa de congressos, encontros, parceria com a Interpol...nada disso tem força contra a internet e a vontade da sociedade.
 
Antes de qualquer ação ser feita, há de se imprimir na sociedade um valor moral revisado. É engraçado dizer, mas há de se revisar a ética. Ninguém mais tem vergonha de utilizar música, vídeo, software etc. piratas.
 
E você, é a favor ou contra a pirataria? Abaixo, dois textos legais sobre isso.
 
Paulo Coelho defende pirataria (Folha Online):
http://www1.folha.uol.com.br/tec/910219-paulo-coelho-volta-a-defender-pirataria.shtml
 
Pirataria – o mal do século (Site: Administradores):
http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/pirataria-o-mal-do-seculo/13629/



Escrito por Bárbara às 22h48
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Celebração sinistra

Um brinde ao assassino! – É o que estamos dizendo ao celebrar a morte de Osama Bin Laden. No UOL, tinha até uma galeria de imagens de produtos diversos com mensagens sobre a morte de Osama – camisetas, canecas, quadros e até calcinhas. O assassinato foi comemorado em boates, shows e nas casas de família, não só americanas, mas no mundo todo.
 
Os EUA e a imprensa americana sempre se utilizaram de elementos simbólicos para caracterizar a guerra ao terror. E agora, tentaram fazer o mundo acreditar que mataram o dono do terrorismo, o inventor do terror.
 
Em entrevista ao UOL, Maria Aparecida Aquino, professora em História Social da Universidade de São Paulo (USP), diz: “Uma coisa que normalmente não se comenta é que os Estados Unidos gostam de jogar na cara de todos os outros países que eles são os guardiões da democracia do mundo, e sempre interferem nos outros países para assegurar a democracia. Entretanto, o que eles fizeram nesse caso é simplesmente um assassinato”. Não apenas um assassinato, mas também uma busca marcada por torturas e outras mortes.
 
Uma prova de que nem a Casa Branca está lá muito certa da legitimidade do ato é a versão contada à imprensa de que o terrorista resistiu à prisão, por isso foi morto. Se eles estivessem de “consciência limpa”, atestariam que desde o início o objetivo era metralhar o cara.
 
Não foi um papel bonito, mas foi necessário?
 
Ninguém aqui está dizendo que o atentado de 11 de setembro, que resultou da morte de inocentes, não foi uma barbárie. Apesar de que, a morte de inocentes pelo mundo (não estou falando de história antiga) não tem autoria apenas da Al Qaeda ou do oriente médio, mas, também, dos EUA. De qualquer forma, se chegou-se à necessidade de assassinar, não há o que comemorar.
 
Entrevista da profa. Maria Ap. Aquino:
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2011/05/02/nao-deveriamos-comemorar-um-assassinato-analisa-historiadora.jhtm



Escrito por Bárbara às 22h47
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Quando achamos que a humanidade está perdida, vemos que muitos se importam. A galera fez um barulho tão grande nas redes sociais revoltando-se contra a coleção Pelemania da Arezzo que a marca tirou a coleção das lojas. Eu A-DO-RO moda e futilidades mil...eu só não entendo como, depois de saber como são tiradas as peles destes bichinhos, as pessoas ainda usam bichos mortos pendurados em seus pescoços. Ainda mais nos dias atuais, quando as peles sintéticas tbm estão totalmente em alta e imitam muito bem as verdadeiras - além do preço.

http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/protesto-nas-redes-sociais-tira-de-circulacao-colecao-de-peles-da-arezzo?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

Sinto muito Arezzo - mandou mal.

E, para os amantes de pele - a moda agora é a conscientização contra a crueldade, o desperdício e a depredação.

 



Escrito por Bárbara às 23h40
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Quero mais demagogos

http://noticias.uol.com.br/politica/2011/04/15/deputado-do-pdt-que-rejeitou-beneficios-cria-inimigos-na-camara.jhtm

O deputado do PDT, José Antônio Reguffe , está deixando raivosos os colegas de trabalho. Isso porque ele abriu mão dos benefícios concedidos a políticos de seu patamar. Ele recusou uma espécie de 14º e 15º salários, cortou verba do gabinete e abriu mão de outras regalias como auxílio moradia e passagens de avião. E é claro, tem muitas pessoas chamando-o de demagogo.

Porque atitudes distintas não podem ser tomadas visando, além do bem do próximo, o bem de quem o faz? Grandes empresas trabalham com o conceito de sustentabilidade que é construído sobre um tripé formado pelas partes de importância igual: natureza, sociedade e economia. Ou seja, não é sustentável se traz prejuízo. Portanto, as empresas que praticam o conceito de sustentabilidade através de suas ações sociais ou ambientais, estão aproveitando-se da boa imagem que adquirem.

E é isso que o deputado pode estar fazendo – demagogia para depois arrebatar mais votos. E faz muito bem. Demagogo ou não, estima-se que ele economize 2,4 milhões nos quatro anos de mandato.

Quem dera fossem todos tão demagogos quanto.



Escrito por Bárbara às 23h33
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Armas pra que te quero

 

O ato hediondo de Wellington, o famoso covarde que saiu atirando em uma escola municipal no Rio de Janeiro assassinando 12 crianças e adolescentes, trouxe novamente à sociedade o debate sobre o desarmamento.

Opiniões bradam sobre a visão da sociedade a respeito do controle de armas – classificando como ignorância o posicionamento contra o desarmamento.

O problema não é de caráter apenas educacional. Muitas pessoas sabem que ter uma arma de fogo não é garantia de segurança. O problema está também na confiança que a população tem no Estado. Não há confiança nas instituições públicas. Não há confiança na polícia. Há um quê de medo na população em pensar que, se cumprido o Estatuto do Desarmamento, a população “de bem” fique desarmada e a bandidagem continue fazendo a festa. 

O Estatuto, consolidado em 2003, prevê o controle severo do porte e venda de armas. A lei é boa, mas, se a execução tem falhas, não vale nada. 

É necessária, além da famosa, porém pouco usual ética, rigidez quando membros do Congresso propuserem projetos de flexibilização de porte de armas. O governo deve defender unanimemente o desarmamento.  Enquanto eles fazem joguetes políticos, o povo se mata nas ruas, escolas...

 

Sobre o Wellington, o maluco de Realengo não vale mais a pena postar conteúdo pq todo mundo se cansou. Por isso, no link abaixo mais um acontecimento envolvendo porte de arma:

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2011/04/homem-armado-mantem-ex-companheira-refem-em-aracaju.html

 



Escrito por Bárbara às 23h20
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NÃO VALEU!
 
Como diria meu filho de quatro anos quando vê que perdeu em uma brincadeira: Mamãaaaaaae, não valeu!
 
Pois é, não valeu a lei da ficha limpa para as eleições corridas em outubro de 2010. E não adianta reclamar da brincadeira. Quem manda é o dono do brinquedo (você acreditou mesmo naquela história que passaram na TV: o patrão é você? Bobinho este menino...)
 
Resumindo:
Foi julgado pelo Supremo que a Lei da Ficha Limpa (aquela que impede a candidatura de políticos condenados por improbidade). O argumento é que, por modificar procedimento eleitoral, a lei deve entrar em vigor apenas após um ano depois de publicada. O TSE defende que, por ter sido uma norma originada em pedido da população, poderia ser implantada imediatamente.
 
A votação estava empatada e o ministro Luiz Fux, que foi empossado no mês de março, desempatou votando a favor de liberar a candidatura dos “ficha suja”, que agora, como diz um amigo meu, estão todos ‘co’tente’, pois irão receber suas “tetas” na mamãe “governo”.
 
Lembrando que a Lei da Ficha Limpa foi uma iniciativa que adveio da população e foi sancionada como Lei Complementar nº 135 em 04/06/10.
 
Compartilhando...Josias de Souza na radio folha e no blog do Noblat quem votou no que. 



Escrito por Bárbara às 23h09
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BRILHANTE SOLUÇÃO!
 
A matéria vem do UOL – Folha Online (link abaixo) e é sobre a situação catatônica da dengue no Rio de Janeiro. Como diz minha avó, a cidade está empesteada de dengue e o Ministério da Saúde de lá encontrou a perfeita solução para eliminar surtos.
 
Vejam só a idéia: nos locais onde o número passar de 300 casos por 100 mil habitantes, o que caracteriza epidemia, troca-se o critério. Então, não há mais epidemia.
 
A outra matéria, encontrada no site da Sociedade Brasileira de Infectologia, que trata de outra situação, também mostrando que não dá pra confiar nas estatísticas, explica bem a linha de raciocínio dos gênios. “Os especialistas em políticas públicas costumam dizer que a melhor forma de não resolver um problema é subestimá-lo. A segunda melhor é superestimá-lo”. 
 
Aos colegas paranaenses: é bom colocarmos a barba de molho. É sabido que aqui no Paraná o negócio está russo (ou melhor, carioca). Aqui na minha cidade (Cornélio Procópio) são 413, até último levantamento. Isso por que a cidade é um ovo: menos de 47 mil habitantes.
 
Bom, pelo menos é o que dizem as estatísticas “oficiais”.
 
As matérias citadas:
 
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/893153-rio-modifica-criterios-e-apaga-surtos-de-dengue-em-14-bairros.shtml
 
http://www.infectologia.org.br/default.asp?site_Acao=mostraPagina&paginaId=134&mNoti_Acao=mostraNoticia&noticiaId=4079
 



Escrito por Bárbara às 18h06
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Prezados leitores, (que há muito devem ter me abandonado)
 
Agora que já me formei, tive um filho, trabalhei, abri e fechei uma revista, fiz pós (nem tudo necessariamente nesta ordem), estou voltando com o “Cala a Boca, Bárbara”!!
 
Vamos relembrar qual é a missão, visão e valores deste blog (agora que estou há quatro anos trabalhando com Comunicação e RH estou gostando deste negócio de ‘corporativês’):
 
Missão: Meter o pau nas mazelas de políticos, economistas, celebridades ou de qualquer Zé que faça por merecer!
 
Visão: Continuar metendo o pau em quem merecer!
 
Valores:
criticar mantendo o bom humor (senão a gente chora!)
 
E, antes que alguém pergunte sobre o nome do blog a razão da escolha foi: esta é uma música do Chico Buarque (que eu AMO!!!) e a expressão “Cala a Boca” é um trocadilho. Na verdade, vamos botar a boca no trombone (IHUU)!
 
Este blog foi criado em 2006 e abandonado em 2007. E hoje, vocês estão fazendo parte da data histórica de retomada: 24/03/2011!
 
Desde já, obrigada por ler isso!
 
Bárbara
 



Escrito por Bárbara às 18h05
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Como vocês conseguem respirar aí?

Alguém de São Paulo que passar por esse blog, por favor, responda a essa pergunta.



Escrito por Bárbara às 14h38
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“Foi-se o tempo em que ainda pequenos podíamos brincar nas ruas, ir às casas da vizinhança ou comprar pão na padaria da esquina sozinhos. Foi-se o tempo em que podíamos confiar em estranhos que nos ofereciam balas ou nos perder na praia, pedindo ajuda a qualquer adulto a nossa volta. Foi-se o tempo em que já grandes, podíamos andar pelas ruas fazendo a nossa digestão do jantar. Ou que podíamos colocar nossas cadeiras na calçada e jogar conversa fora com os passantes. Ou apenas andar com os vidros dos carros abertos...Foi-se o tempo em que as coisas eram mais simples e os ladrões eram apenas maus. Ou que acreditávamos, talvez de forma inocente, que eles transitavam em locais distantes e que havia pessoas de bem governando nosso país”. Mara Mourão, cineasta

 

 “Foi-se o tempo em que acreditávamos que o mundo acabava, ao invés de acabar com ele; foi-se o tempo em que não tercerizávamos nossas relações, ao invés de cultivá-las; foi-se o tempo em que tínhamos de conviver com características físicas que não gostávamos, ao invés de escolher a cor dos olhos, o tamanho do nariz, dos seios...Foi-se o tempo em que não tínhamos medo de correr riscos, enquanto hoje nos enclausuramos com ele, cultivando doenças modernas como estilo de vida”.  Wellington Nogueira, fundador dos Doutores da Alegria.

 

 “Foi-se o tempo em que o verde da bandeira representava nossas matas. Hoje há o cinza da devastação”. Heródoto Barbeiro, radialista.

 

Foi-se o tempo em que podíamos usar a expressão “fim do mundo” como uma coisa longínqua, resultado da explosão solar ou de acordo com descrições de profecias. Agora o fim do mundo está próximo e é resultado da nossa ambição, da nossa alienação, da nossa ignorância. Foi-se o tempo em que as crianças tinham infância longa e começavam a sofrer com a realidade mais tarde. A adolescência está chegando muito depressa e fala-se por aí até em ‘stress infantil’. Foi-se o tempo em que acreditávamos que democracia era o ‘governo do povo, pelo povo e para o povo’. Foi-se o tempo em que os estudantes pintavam as caras e saíam de suas vidas alienadas para irem às ruas protestar. Foi-se o tempo em que os estudantes se interessavam por algum assunto relacionado à sociedade. Aliás, foi-se o tempo em que algumas pessoas ainda preocupavam-se com assuntos que não fizessem parte de suas próprias vidinhas. Foi-se o tempo em que crimes hediondos não faziam parte do noticiário todos os dias. Foi-se o tempo em que tínhamos medo da guerra, que parecia distante. Hoje, ela está em toda parte. Foi-se o tempo em que o Rio de Janeiro era mais conhecido por sua beleza do que pela violência.

 

Cuidem do mundo. Meu filho (a) vem aí para viver nele.

 

Bárbara



Escrito por Bárbara às 13h00
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